terça-feira, 18 de agosto de 2020

DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

FOTOGRAFAR É ESCREVER COM A LUZ 

"A câmara, entretanto, ajuda a ver e rever, a multi-ver,
O real nu,cru, triste e sujo, desvenda, espalha, universaliza,
A imagem que ela captou e distribuiu, obriga a sentir
A criticamente julgar, a querer bem ou a protestar 
A desejar mudança.
Carlos Drummond de Andrade
No dia 19 de agosto de 1839 a Academia Francesa de Ciências anunciava  uma nova invenção o daguerreótipo, o antecessor das câmeras fotográficas. Desde então a "nobre arte"faz a alegria de milhões em todo o planeta. Revelar o oculto, aquilo que está por trás das aparências, registrar os momentos fugazes que não mais se repetirão, simples lembranças esmaecidas em nossas memórias.  Arte ou documentação, construída de fragmentos da vida ela é utilizada em quase todas as atividades humanas,
photo by Alcyr Cavalcanti all rights reserved

Desde aquele 19 de agosto a fotografia trilhou múltiplos caminhos. As imagens fotográficas  constituem um dos meios importantes e mais criativos para a identificação e a representação das particularidades de uma Cultura, um importante documento para a história de uma sociedade. Em uma época de crise em que  tentam impor uma "Nova Era" com conceitos envelhecidos que reaparecem como fantasmas a nos assombrar, a Fotografia vai ser mais do que nunca o testemunho de uma época, de um país que só vai poder caminhar para um futuro melhor através do conhecimento de sua história,, de sua crises, de sua superações. 
Salve Louis Jacques Daguerre e Joseph Nicéphore Niépce que iniciaram o caminho trilhado por um número quase infinito de pessoas. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

ENCONTRO DE OCUPAÇÃO VISUAL NA UERJ

FOTO RIO RESISTE NO ENCONTRO DE OCUPAÇÃO VISUAL NA UERJ
O Encontro tem por característica reunir projetos que ensinam a Fotografia e o Vídeo como instrumentos de inclusão social e passa a incluir também os coletivos que se formaram a partir desses projetos e que trabalham com esses instrumentos de produção de imagens como uma forma de exercício de cidadania. O Encontro de Ocupação Visual que acontece neste ano na UERJ faz parte do Foto Rio Resiste. As atuais produções são oriundas das periferias, comunidades, tribos e movimentos sociais que colocam em debate o tema Fotografia + Cidadania. 
Ocupação visual UERJ photo    by alcyr cavalcanti

A programação foi aberta às 9,30 horas com a exibição do documentário "SOS-UERJ, A Universidade Pública Resiste" de Rafael Duarte e John Valle que enfoca a grave crise na Educação não só no Rio de Janeiro mas em todo o país. O encerramento foi às 19 horas após intensa programação com uma Roda de Conversa com os Projetos Apresentados.
O Encontro faz parte da série de eventos que fazem parte do Foto Rio Resiste uma forma de resistência contra o descaso das autoridades no campo da Cultura. Dia 03 de agosto de 2018 de 9,30 h às 19 h no auditório Cartola do Centro Cultural da UERJ no Maracanã. 

sábado, 4 de novembro de 2017

TROPICÁLIA FAZ CINQUENTA ANOS

CAMINHANDO CONTRA E A FAVOR DO VENTO

" Eu quis cantar,
minha canção iluminada de sol
soltei os panos sobre os mastros no ar
soltar os tigres e os leões nos quintais,
mas as pessoas nas salas de jantar
são ocupadas em nascer e morrer"
Caetano e Gil
 
Nos anos de chumbo um movimento tropical formado por um grupo de jovens influenciou em definitivo não só  a música popular brasileira, mas também o cinema e o teatro, a Tropicália.  Em 1967 no Festival de Música da Rede Record foi apresentada a música Panis et Circencis de Caetano Veloso e Gilberto Gil interpretada pelos Mutantes e posteriormente em julho de 1968 o álbum gravado nos estúdios da Philips. "Tropicália ou Panis et Circencis" iria marcar o início de um dos movimentos mais importantes da Música Popular Brasileira. Os Mutantes eram formados por Rita Lee Jones, Arnaldo Baptista e Sergio Dias.
Rita Lee foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved
 
No estúdio da Philips estavam Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Mutantes e Tom Zé, sob a regência do maestro Rogério Duprat e com a presença de Torquato Neto e Capinam.  
O artista plástico Hélio Oiticica teve uma grande influência no movimento com sua obra "Tropicália" apresentada em uma exposição no Museu de Arte Moderna-MAM em 1967. Para Oiticica "Tropicália é a primeiríssima tentativa consciente, objetiva, de impor uma imagem obviamente brasileira ao contexto atual de vanguarda e das manifestações em geral da arte nacional".  O escritor Oswald de Andrade e seu Manifesto Antropofágico também teve grande influência na Tropicália.
O empresário e grande incentivador das artes já falecido  Guilherme Araújo foi muito importante para os jovens artistas. Muito amigo de Gal Costa deu a sugestão para que ela usasse o nome artístico de Gal Costa e não seu nome de batismo Maria das Graças,  
Como o Brasil estava sob o controle de um governo militar desde março de 1964 o Movimento Tropicalista ficou sob a mira dos censores e com a promulgação do Ato Institucional Número Cinco o ATO V  em dezembro de 1968  Caetano Veloso e Gilberto Gil foram detidos em São Paulo e posteriormente presos. Algum tempo depois embarcam para Lisboa e Paris, mas acabam resolvendo morar em Londres onde permanecem durante alguns anos.
foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved uso proibido sem autorização

A importância do Tropicalismo foi sobretudo pelo seu aspecto artístico inovador que incorporou não só na música popular brasileira, mas também em outras artes novos padrões estéticos. Sua influencia pode ser notada na Sétima Arte  principalmente no filme de Glauber Rocha Terra em Transe um dos marcos do Cinema Novo..
Gal foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved uso proibido sem autorização
 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

XIV CONGRESSO NACIONAL DOS JORNALISTAS DE IMAGEM

XIV CONGRESSO DOS JORNALISTAS DE IMAGEM
O XIV Congresso realizado em Curitiba conseguiu, apesar das dificuldades, reunir representantes dos trabalhadores de imagem de vários estados. A Crise do Capital tem atingido em cheio   todos os trabalhadores em todos os países, e agora atinge todos os setores produtivos em nosso país.
foto Salvador Scofano   Elson Faxina, Alcyr Cavalcanti e Isabelle Vicentini
 
O XIV Congresso foi realizado no Palácio dos Estudantes em Curitiba no Paraná entre os dias 29/09/2017 e 01/10/2017.  A solenidade de abertura foi uma saudação aos presentes do presidente da ARFOC-Brasil Luiz Hermano Abbehusen que fez questão em seu discurso de enfatizar o esforço feito para a realização do Congresso, principalmente pelo trabalho impecável do ex-presidente da ARFOC-Brasil e da ARFOC-Paraná Irany Carlos Magno que viabilizou nosso encontro. Após a solenidade que teve também uma homenagem a todos que deram seu trabalho para engrandecer a associação dos trabalhadores em imagem foi realizado um coquetel para todos os presentes.
Os trabalhos  prosseguiram no sábado com mesas temáticas. A primeira mesa teve como tema "Novos Caminhos" com palestras da professora  Isabelle Vicentini, da Universidade Positivo,  do eminente professor e pesquisador Elson Faxina doutor em Comunicação pela Unisinos, Anabel de Sales especialista em marketing esportivo com a mediação do fotojornalista  e antropólogo  Alcyr Cavalcanti secretário-geral  da ARFOC-Brasil. A segunda mesa foi uma palestra do experiente repórter cinematográfico Jorge Lorenzini coordenador da TV GLOBO-SP.
foto Salvador Scofano
 
A parte da tarde de sábado 30 de setembro foi para Assembleia Geral da ARFOC-Brasil para discutir e apontar soluções para e estruturação das ARFOCS Regionais, da relação com a Confederação Brasileira de Futebol-CBF em função do credenciamento para profissionais em exercício de suas funções  e da elaboração da Carta aos Jornalistas de Imagem. A Carta  elaborada na Assembleia pretende dar uma orientação paraa procura de novos caminhos,  a tentativa de superação da enorme crise que afeta a todos nós que trabalhamos com imagem, onde a união para o enfrentamento do inimigo comum é fator essencial, visto que o divisionismo traz a discórdia e o enfraquecimento da categoria. O domingo foi de lazer após os trabalhos de sábado.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

VISA POUR L'IMAGE 2017

FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOTOJORNALISMO EM PERPIGNAN

" O autêntico Fotojornalismo está cada vez sendo menos utilizado pela grande imprensa
   mas asseguro que nunca vai morrer, porque serão sempre necessários fotógrafos para
   testemunhar tudo o que se passa no mundo. Não é o Fotojornalismo que está condenado é
   a imprensa que não faz o seu trabalho"
                                            Jean François Le Roy
As melhores imagens do Fotojornalismo em 2017 estarão expostas em Perpignan no Sul Da França no Visa Pour L'Image em sua 29a edição. O Festival acontece em vários pontos da cidade onde exposições, debates, projeções, encontros, palestras, feiras serão realizadas com a presença dos maiores fotojornalistas de todo o mundo.  
Photo by Álvaro Canovas all rights reserved
 
A primeira edição foi em 1989 e tem se repetido ano após ano, sempre no final de agosto e início de setembro. A abertura este ano vai ser no dia 02 de setembro e ficará até dia 17 de setembro de 2017. De 18/09 até dia 22/09/2017 as exposições serão dedicadas somente a estudantes previamente agendados.
Photo Laurent Van der Stockt all rights reserved
 
A exposições são o ponto alto do Festival e dentre as inúmeras mostras podemos destacar a cobertura da Batalha de Mossoul no Iraque para combater o ISIS, o Estado Islâmico com três olhares diferentes dos fotojornalistas  Laurent Van der Stockt para o Le Monde , Álvaro Canovas para o Paris Match e Lorenzo Meloni para a Magnum Photos. A última edição do World Press Photo também vai participar do Visa. 
Jean François Le Roy o fundador de Festival acredita que a insistência  em mostrar através de fotografias os horrores de uma guerra deve ser repetida até a exaustão, para que as pessoas que fingem não acreditar só assim possam algum dia ficar convencidas.

domingo, 13 de agosto de 2017

UM REVEILLON NO JACAREZINHO

NA ERA DO KOJAK UM FINAL DE ANO PRA NINGUÉM BOTAR DEFEITO
            Alô, alô W/Brasil, Jacarezinho, avião, Jacarezinho, avião
            Cuidado com o Disco Voador
                         W/Brasil (Chama o Síndico) Jorge Bem Jor
NÃO SE ENTRA EM UMA FAVELA À NOITE SEM TER SIDO CONVIDADO
Era o final do ano da graça de 1988, estávamos à beira de um Ano Novo cheio de esperanças, o Ano de 1989 seria um ano de muitas realizações e era preciso celebrar sua chegada. Eu trabalhava na equipe fotográfica do Jornal O Dia , carregava comigo a experiência de haver trabalhado em dois grande jornais, O Globo e o Jornal do Brasil e tinha a fama de ser um especialista em favelas, após a temporada na Rocinha, que rendeu uma reportagem histórica para o JB. Haviam esquecido que eu havia também sido rotulado como um "fotógrafo de coluna social", pelos três ou mais anos cobrindo a vida noturna e as socialites da cidade na época de ouro do colunismo social. Mas jornalismo é assim mesmo (ou era). As equipes para a grande cobertura de final de ano haviam sido escaladas, eu, era considerado  um "profundo" conhecedor dos meandros das favelas cariocas e fui premiado com a tarefa de passar o réveillon no meio do tiroteio. Na Favela do Jacarezinho, um dos redutos do Comando Vermelho, na época sob o reinado do Kojac, o dono do morro.
Olheiro foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved

Sabiamente perguntei aos chefes se estava tudo combinado, afirmaram com um sonoro " Sim, claro que sim". Mas eram apenas palavras ao vento, nada havia sido combinado, seria apenas para "não ficarmos intimidados, com medo da matéria". A experiente repórter que teria sido o contato, havia se esquecido, ou parece ter se esquecido. Fomos então todo contentes para a inglória missão, que provavelmente poderia render uma capa e um destaque no jornal.
Mais do que nunca a velha máxima "Não se entra em uma favela sem ter sido convidado ou sem ter um destino certo" seria aplicada. Ao chegarmos na favela, em torno de dez da noite fomos direto para a praça principal, acho que Largo da Concórdia  (sic) que estava  deserta, um clima um pouco estranho. Estavam preparando um coreto para um baile e as comemorações. A repórter Angelina, o motorista e eu desembarcamos de uma Kombi  caindo aos pedaços  sem a logomarca do jornal,  e o motorista "malandro agulha" a toda hora usava o radio comunicador para "tirar uma onda". Ao pressentir que a acolhida não iria ser nada amistosa tive a brilhante (e única) ideia de encontrar a matriarca local e saímos a procurar.  Batemos em uma casa e nada encontramos, ninguém queria falar, nem matriarca, nem patriarca nem criança, estávamos abandonados á própria sorte. Aos poucos o tempo ia passando, em um beco as caixas de som iam chegando, o palco para os festejos estava quase pronto. Fogos começavam a espocar e alguns tiros também. Faltavam quinze minutos para a meia noite, um novo ano pleno de esperanças ia começar, e começou. De vários becos em plena escuridão, de repente sai uma tropa de uns trinta jovens não com foguetes e bombinhas comemorativas, mas com fuzis, pistolas e vem aos gritos em nossa direção, : "Que porra é essa, guarda esse troço"  em relação à minha velha Nikon. Fiquei petrificado, sem ação enquanto um deles apontava sua arma o outro fez um sinal negativo para mim e foi direto ao rádio comunicador, privilégio de policiais e jornalistas, e foram diretos a nos acusar de X-9. Meio gagos e trêmulos dissemos a um dos jovens soldados que éramos do Dia e estava tudo combinado com o Kojak, mas eles deram um sorriso estranho e disseram que nada havia sido passado a eles e que o tal Kojak não mandava nada e após uma pequena confabulação  disseram para ir embora, "vazar" com muita rapidez sempre com as "peças" bem carregadas apontadas para nós. . O Kojak das Joias como era conhecido tinha conseguido levar a Escola de Samba Unidos do Jacarezinho para o Grupo Especial no Carnaval 1988. Ao que parece já havia uma cisão no movimento e  Kojak era a "bola da vez", foi executado e arrastado como um animal pela favela um tempo depois, mas quem havia ficado na redação não sabia nada de Jacarezinho, ou esqueceu que nas mais de 950 favelas da bela cidade de São Sebastião o movimento é extremamente móvel, e tudo muda com muita rapidez e como diria um cientista social de gabinete "A correlação de forças mudou", mas em realidade "no Jacaré o buraco é mais embaixo".
Claro que após a recepção nada amistosa, entramos na Kombi e fomos embora, aparentando calma, a essa altura estávamos congelados de medo, a repórter Angelina estava paralisada no banco de trás e balbuciava frases desconexas. Ao sair vagarosamente a dez km ainda tive a infeliz ideia de falar a um dos rapazes que se preparava para botar as caixas de som a mil decibéis se podia tirar uma foto do grupo, e respondeu simplesmente apontando para uma arma que estava em sua cintura e notei que logo atrás dois soldados estavam na contenção. Só então caímos na realidade que era sumir dali o mais rápido possível e fomos á procura inglória de um bar para baixar o nível de stress, mas era tudo um deserto só, as pessoas ou estavam trancados em suas casas a festejar, ou todos na Praia de Copacabana na saudação à Rainha do Mar. Fomos cada um de volta para casa completamente mudos e rezando para que o ano que começava fosse um pouco melhor do aquela noitada imensamente mal sucedida. Mas, pensando bem se fosse hoje, nos novos tempos envelhecidos do século XXI, não estaria aqui a contar como se faz uma reportagem, ou melhor como não se deve fazer a reportagem de um Réveillon no Jacarezinho.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

A FEIRA DA FOTOGRAFIA

FEIRA CULTURAL DA FOTOGRAFIA E IMAGEM
UM PONTO DE ENCONTROS PARA OS AMANTES DA NOBRE ARTE
Todo último domingo de cada mês um grupo de amantes da nobre arte da Fotografia se reúne nos Jardins do Museu da República, no antigo Palácio do Catete para reverenciar algumas imagens e conversar sobre muitas coisas, em especial sobre Fotografia. A Feira dirigida pelo incansável produtor cultural Cilano Simões foi fundada pelo repórter fotográfico Roberto Cerqueira, falecido prematuramente.
foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved
 
A Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro-ARFOC organizou a exposição em destaque do mês de Julho e a mostra fotográfica fez uma singela homenagem a um dos mestres do Fotojornalismo, Alberto Abrahão Jacob recém falecido. Jacob trabalhou em vários jornais e revistas e deixou como legado fotos que ficaram para a história, como documento. Uma de sua imagens premiadas foi "O Quase Atropelamento" vencedora do Prêmio Esso, a maior premiação em imagem, que como muitas coisas em nossa terra foram extintas.
O painel de fotografias destinado à ARFOC expôs também uma série de imagens de seu Acervo de imensa importância social, como documento histórico, que em tempos pós- modernos que um capitalismo selvagem e anacrônico insiste em apagar.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

WORLD PRESS O MELHOR DO FOTOJORNALISMO

FOTÓGRAFO BURHAN OZBILICI DA ASSOCIATED PRESS É O VENCEDOR COM A IMAGEM DO ASSASSINATO DO EMBAIXADOR RUSSO ANDREI KARLOV
UMA IMAGEM CRUA QUE REPRESENTA O ÓDIO CONTEMPORÂNEO
             "Pensei, eu estou aqui. Mesmo que ele possa me ferir ou me matar, eu sou um jornalista
               e devo fazer meu trabalho"
                                           Burhan Ozbilici

O fotojornalista da Associated Press-AP teve a coragem, a frieza e a consciência da importância de seu trabalho em uma época em que intencionalmente ou não imagens decisivas que vão entrar para a história são interditas ou mesmo descartadas. Uma imagem excepcional que segue rigorosamente uma das máximas do Fotojornalismo, o click definitivo, direto sem artifício, sem manipulações do Adobe Photoshop, imagem nua e crua da vida como ela, é sem filtragem. O concurso com imagens de todo o mundo consegue reunir o melhor do Fotojornalismo mundial.
Foto vencedora de Burhran Ozibili clicada por celular
 
Para Mary Calvert, membro do júri que escolheu as melhores imagens do ano de 2016 em diversas categorias "Foi uma decisão muito difícil, mas a maioria sentiu que a foto era uma imagem explosivamente representativa do ódio contemporâneo. Nós realmente achamos que ela resume o que uma World Press Photo do Ano deve representar". A foto foi feita em dezembro de 2016 durante uma exposição em Ankara na Turquia por um policial turco que fez oito disparos aos gritos de Alah Akbar matou o embaixador e feriu duas pessoas.
Foram inscritas 82.951 fotografias por 5.775 fotógrafos de 128 países. Os fotojornalistas Lalo de Almeida da Folha de São Paulo foi também premiado com um Ensaio sobre crianças com microcefalia devido ao vírus da Zika, além de  Felipe Dana da AP com 'Batalha de Mosul" na ofensiva contra o estado Islâmico-ISIS no Iraque e Peter Bauza da Alemanha com imagens de um conjunto habitacional abandonado situado em Campo Grande, 40 km do Centro da Cidade.
 
 
A primeira vez que o concurso foi realizado foi em 1955 com 300 imagens de 42 fotógrafos.
 
 
Serviço: A exposição fotográfica  vai até 18 de junho de 10h ás 21h na Caixa Cultural na Avenida Almirante Barroso 25 -Centro-RJ  Entrada Gratuita

sexta-feira, 24 de março de 2017

QUANTA SAUDADE DO VELHO MARACA

O MARACANÃ NÃO É MAIS NOSSO
Tempo bom, não volta mais. O "Templo do Futebol" agora vive entregue aos ratos de duas e quatro pernas e às baratas. E o torcedor "Si Fu"... de verde e amarelo.

O negócio agora é faturar e o povo que se exploda, adeus 190 mil acenando bandeiras e soltando foguetes, agora o Velho e querido  Maraca não é mais um estádio, de um tempo pra cá encolheu de tamanho e agora  é Arena Maracanã da Lagardère,  da Odebrecht ou da PQP.....

domingo, 24 de abril de 2016

IMAGENS PROIBIDAS PELA LEI DE SEGURANÇA

UM REGISTRO FOTOGRÁFICO DA MISÉRIA HUMANA FOI PROIBIDO
EM TEMPOS CINZENTOS POUCA COISA PODERIA SER REGISTRADA
Estávamos em meados dos anos setenta, em pleno governo militar que adotava a Lei de Segurança Nacional-LSN para controlar e punir aqueles que eram considerados inimigos do Estado. A LSN era extremamente punitiva e controlava todos os setores, principalmente o jornalismo impresso, que era considerado um inimigo do Estado que precisava ser monitorado. Havia controle rígido com censura nas redações, geralmente feita por militares ou policiais para examinar o que poderia ou não ser publicado. Eu trabalhava no jornal O Globo e havia sido designado para uma cobertura jornalística do treino de futebol do Vasco da Gama em São Januário. Saí do jornal acompanhado somente pelo motorista quando presenciei uma cena inusitada, um grupo de moradores de rua estava reunido em frente à igreja de Santana na rua de mesmo nome. Horário 8,30h da manhã. Ônibus e passantes olhavam e tinham reações diversas, ora de espanto, ora de deboche pelas cenas pouco usuais. Efetuei vários disparos,  talvez uns trinta ou mais, separei o filme e fui para São Cristóvão cumprir minha tarefa, fotografar o treinamento do "Gigante da Colina". 
 
Retornei em torno de 11h liberei o motorista e resolvi ver mais um pouco do que acontecia no acampamento dos mendigos. O cenário mudou, das cenas de discussão e violência passaram a cenas de afeto e mesmo de sexo explícito, registrei as cenas com rapidez, temia reação dos participantes, embora estivesse a uma distancia de uns 20 metros para evitar qualquer reação e não ter nenhuma participação nas situações sociais que se estendiam há várias horas, já era quase meio dia e as cenas mais variadas aconteciam, afinal por não ter nenhuma habitação, a casa deles era a rua, e afinal eles estariam abençoados pelo cardeal Don Sebastião Leme que em estátua e em espírito a tudo assistia. Eles estavam ao pé da estátua de um cardeal.
 
A sequência fotográfica foi copiada no laboratório fotográfico de O Globo e foi um sucesso (aparente) as pessoas se dividiam entre as gargalhadas da situação e a tristeza e foi parar na diretoria, isto é Dr Roberto Marinho e seu irmão Rogério, que mostraram aos outros diretores e assessores que acharam divertido pelo final da sequência e mandaram arquivar, que não fosse publicada em momento algum. Passaram-se alguns meses e levei aos fotos para o editor de O Repórter Luiz Alberto Bittencourt O Luizinho que achou genial e publicou com texto poético de meu querido Tim Lopes.
 
NA POLICIA FEDERAL INCURSO NA LSN
No dia 12/07/1978 fui intimado a comparecer na Superintendência Regional da Policia Federal incurso em artigo da LSN em um hipotético incitamento à subversão para prestar esclarecimentos sobre fotografias que haviam sido publicadas em O Repórter jornal alternativo que  publicou a sequência dos mendigos com belo texto do inolvidável Tim Lopes que ficou maravilhado com as imagens. Também tive de dar explicações sobre reportagem fotográfica sobre a Zona De Prostituição do Mangue também com texto do Tim em cima de minhas imagens, e de uma simples foto de uma jovem carnavalesca no camarote do governador Faria Lima. A jovem estava com um biquíni de carnaval o que na época, e por estar em camarote de uma autoridade não deveria ser registrada nem muito menos publicada. Fui para a Federal bem cedo às 08 da manhã, fiquei confinado em uma sala sem saber o que fazer.Outros colegas da redação do Repórter como Aguinaldo Silva, Telmo Vambier e outros que não me recordo também foram depor. Meu depoimento foi lá pelas cinco da tarde, acompanhado por advogado que ficou ao meu lado enquanto respondia ao delegado federal, a quem eu já havia fotografado em um problema interno sobre passaportes, em reportagem para O Globo.
 
 No longo depoimento respondi que estava a mais de 20 metros de distancia e apenas fiz o registro com objetiva de 135mm (pequena teleobjetiva) embora o delegado inquisidor insistisse que eu tivesse induzido os participantes principalmente em relação às cenas de sexo. Não satisfeito com os esclarecimentos ele afirmou que eu deveria ter impedido as cenas diversas. Respondi ao delegado que exerci minha função, estava à mesma distancia de uma delegacia, a Sexta Delegacia Policial que estava a uns 20m e que a função de reprimir ou permitir as cenas inusitadas seria deles a função. O delegado encerrou o depoimento, embora à contragosto.
 
Tenho usado as imagens, ás vezes na sequência integral, às vezes em apenas uma ou duas fotos de violência em exposições fotográficas ou em aulas ou palestras sobre Fotojornalismo. As cenas mais fortes só são usadas para encerrar a sequência de imagens para contar uma história feita entre ás 8,30h e ás 12h. Creio ter cumprido plenamente minha função de registrar a vida, as situações sociais que ocorrem na bela e às vezes aterrorizante cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Cidade que às vezes é maravilhosa como diz o hino da cidade, às vezes é o paraíso do inferno e do caos como diria  um outro poeta. 
 
A vida para todos nós às vezes é um inferno, às vezes um paraíso, e  nós repórteres fotográficos devemos e temos obrigação de sempre que possível de fazer um registro que pode definir a época em que elas foram efetuadas.
 

quarta-feira, 6 de abril de 2016

CÂMARA DE VEREADORES FAZ HOMENAGEM AOS 70 ANOS DA ARFOC

 ARFOC INAUGURA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA NA CÂMARA DE VEREADORES
 A exposição fotográfica "A Fotografia Como Documento Social" foi inaugurada segunda dia 04 de abril no Saguão José do Patrocínio da  Câmara de Vereadores do Município do Rio de Janeiro em comemoração aos setenta anos da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro. Fundada em 1946 tem como objetivos defender, incentivar, valorizar e aperfeiçoar o Fotojornalismo e o Cinefotojornalismo como profissão. A mostra fotográfica vem prestar uma homenagem aos profissionais da imagem que diuturnamente cumprem a nobre tarefa de informar, superando todas as dificuldades, mesmo com o sacrifício da própria vida.
fotos Everaldo d'Alverga

sábado, 30 de janeiro de 2016

LEONARDO EM MONTEVIDEO (02)

UMA VIAGEM AO URUGUAI
Leonardo fez uma viagem ao Uruguai em companhia de sua mãe Regina Lucia e de seu avô Alcyr. Foram apenas seis dias, mas que ficarão para sempre em sua memória. A partida foi dia 23/01 do Rio de Janeiro pela TAM, em um voo tranquilo. Ficaram hospedados no Hotel Balfer, no Centro de Montevideo, próximo á uma de sua avenidas principais, a 18 de Julio. Na volta em 28 de Janeiro após voo tranquilo, a revista no Aeroporto do Galeão foi demorada, com longas filas, e poucos agentes da Policia Federal atendendo ao grande número de passageiros que chegavam, formando longas filas.

Regina Lucia e Leonardo no Jardim Botânico
O Hotel Balfer fica situado na Rua Zelmar Michelini, é um recanto agradável com um farto e saboroso café da manhã e funcionários atenciosos, com a vantagem de estar situado em local central próximo à Plaza Libertad. A República Oriental do Uruguai tem cerca de 3,5milhões de habitantes, com ,1,8 milhões de pessoas vivendo em sua capital, Montevideo. É classificado entre os países de melhor qualidade de vida do mundo. Na América Latina é classificado em primeiro lugar em democracia, ausência de corrupção, qualidade de vida. Foi também classificado como "País do Ano" em virtude de sua política inovadora implantada no Governo Mujica em legalizar a produção, venda e consumo da Cannabis. O Uruguai tem influência predominantemente europeia, principalmente da Itália, Espanha e França.
Leonardo no Museu
O Jardim Botânico é um passeio imperdível, muito bem tratado com plantas típicas do Uruguai. A Feira de Antiguidades aos domingos fica localizada em várias ruas, a principal referência é a Rua Tristan Narvaja  onde podemos encontrar antiguidades em peças de cristal, prata e peças típicas do país. A Feira também tem barracas que vendem frutas frescas, verduras, queijos, doces e até pequenos animais. Podemos também encontrar antiquários com peças antigas de rara beleza. Como a Feira ocupa várias ruas, quase um bairro inteiro, uma parada em um café local para beber uma cerveja Zillertal bem gelada acompanhada de um pancho , ou chivitos é essencial. A cerveja Zillertal  é muito saborosa e desce bem no verão.
Antiquário na Tristan Narvaja

Um passeio pela Rambla que margeia o Rio da Prata tem um visual esplendoroso. Vários museus podem ser visitados, mas no horário de verão só abrem na parte da tarde e fecham às segundas feiras. O Uruguai tem a melhor carne bovina do mundo e um almoço no Mercado del Puerto para degustar uma belíssima e saborosíssima picanha, ou bife de tira acompanhada por uma taça de vinho ou pela cerveja local vale a pena o passeio gastronômico. No Mercado tem uma série de restaurantes e bares para todos os preços e todos os gostos, além de lojas de antiguidades e artesanato local.
Um dos lugares mais fotografados é a Fonte dos Cadeados na 18 de Julio, em frente ao restaurante e  casa de chá Facal onde podemos degustar um saboroso capucchino, uma taça de vinho  ou um sorvete estilo sorvetão, que vale por uma refeição.
Montevideo é uma belíssima metrópole, com linhas de ônibus cortando toda a cidade com preços um pouco mais baratos do que o Rio de Janeiro, em torno de R$3 reais. A Catedral Metropolitana é também um ponto turístico e fica em frente a uma praça onde também podemos encontrar uma feira de antiguidades.
Em frente á estátua de José Artigas

LEONARDO EM MONTEVIDEO

UMA VIAGEM AO URUGUAI
Leonardo foi convidado a dar um passeio a uma das mais belas cidades da América, Montevideo. Foi em companhia de sua mãe Regina Lucia  e de seu avô para conhecer um pouco da capital uruguaia. Foram apenas seis dias, mas que ficarão para sempre em sua memória. Leo ficou hospedado no Hotel Balfer, confortável hotel no centro de Montevideo, com ótimo café da manhã e funcionários sempre atenciosos.
Leonardo e Regina

A República Oriental do Uruguai tem cerca de 3,5 milhões de habitantes, em sua capital Montevideo vivem 1,8 milhões de pessoas. É classificado como um dos países de melhor qualidade de vida em todo mundo. Na América Latina o Uruguai é classificado em primeiro lugar em democracia, ausência de corrupção e qualidade de vida. Em 2013 foi classificado o país do ano pela política inovadora de legalizar a produção, venda  e consumo da cannabis. Sua influência é predominantemente europeia, principalmente da Itália, Espanha e França.
Leo em visita ao museu
 
Sua moeda é o peso uruguaio, que se encontra desvalorizado. Um real vale entre sete e oito pesos uruguaios. Existem inúmeros restaurantes e cafés, onde podemos degustar a melhor carne do mundo principalmente no Mercado del Puerto, onde a picanha, ou bifes de tira são insuperáveis. Quem quiser uma refeição mais rápida prove os chivitos que valem por uma refeição. Passear pela  Rambla e apreciar a beleza do Rio da Prata é muito agradável.  No inicio da noite um capuchino, uma taça de vinho, ou um sorvete no Facal é um programa imperdível.
Na Fonte dos Cadeados
 
Quem quiser fazer um pedido e uma promessa, que certamente vai ser atendido, dá uma chegada até um dos lugares mais fotografados da cidade, a fonte de cadeados em frente ao restaurante e café Facal na Avenida 18 de Julio, onde está concentrada sua rede bancária e um farto e diversificado  comércio para todos os gostos e todos os preços. Seu clima nesta época do ano é agradável, com temperatura variável entre 23 e 29 graus.  
 
 
 
Na estatua de José Artigas, herói nacional

Na Catedral

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

UM NATAL EM PAZ E HARMONIA

O NATAL DA "TIA ÁUREA" TEM A PRESENÇA DE CRISTO, BUDA, ANJO GABRIEL E UMA LEGIÃO DE MUITA LUZ
Um Natal onde só existe a alegria, a paz, a harmonia feita por crianças e adolescentes que vieram para ensinar as regras de fraternidade, de convivência, do verdadeiro espírito da communitas, a verdadeira comunidade, dos cristãos primitivos, da seita dos Essênios e de todos que praticam a verdadeira distribuição e a socialização dos bens e riquezas.  Todos sem exceção eram destaque, como no coro regido pela Áurea ajudada pelos anjinhos. Leonardo, o Leozinho, vencendo a timidez executou com perfeição música natalina no teclado e a jovem e bela Irene apresentou em um jornal local as peraltices e os feitos de grupinho de alunos, como se estivesse no estúdio da BBC em Londres, ao estilo Fátima Bernardes.











Os meninos e meninas obedecem fielmente as orientações da Tia Áurea que de fato possui uma aura luminosa que irradia bondade e confiança. Ali em seu núcleo estão sendo preparados jovens e crianças para um futuro melhor, em um Brasil melhor.
Mas como não poderia deixar de acontecer, queixas de uma crise que não foi provocada por nenhum de nós e que pode ser resumida em um pequeno diálogo no decorrer da festa. Um dos alunos disse em um tom de leve tristeza: "Tio estou desempregado, não posso praticar o que aprendi durante anos com a Tia" Uma aluna respondeu: "Oi não fique triste, oportunidades irão aparecer. Você é muito novo, entra para uma faculdade e você vai aprender muita coisa e arranjar um emprego bem melhor". Este diálogo deve servir de exemplo para todos nós, inspira confiança, esperança em dias melhores que com certeza hão de vir.
 
 







 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

IMPEACHMENT NÚMERO 2

A história se repete a primeira vez como tragédia e a segunda vez como farsa
                                      Karl Marx 18 Brumário
CADA FOTOGRAFIA CONTA UMA HISTÓRIA
O impeachment volta a trazer nuvens sombrias para o Brasil. Para uns é um golpe de uma elite derrotada para afastar um governo que venceu as últimas eleições pelo voto democrático. No entanto para outros é apenas a aplicação de preceito constitucional em casos excepcionais para afastar um governo que cometeu inúmeras irregularidades. Duas imagens tem semelhança, e procuram mostrar que os supremos mandatários tem sempre um grupo de "fiéis" para sua proteção.
Muitos anos se passaram, a correlação de forças é outra, Collor de presidente afastado por impedimento teve volta em triunfo, é senador da república, eleito pelas urnas e fez acordos com seu arqui-inimigo Luiz Inácio Lula em nome do "arco de alianças". A presidente Dilma Roussef tentou se manter no cargo tendo o apoio da base aliada e de seus eleitores .
foto Alcyr Cavalcanti
 
A imagem do presidente Collor foi feita em Angra dos Reis durante suas férias em 1991 pelo repórter-fotográfico Alcyr Cavalcanti e publicada no Jornal do Brasil em janeiro de 1991 . Pouco tempo depois ele seria afastado pelo Congresso. A imagem da presidente Dilma Roussef foi feita pelo repórter-fotográfico Ueslei Marcelino/Reuters e publicada na edição do Globo de 10/12/2015.
reprodução do Globo de foto de Ueslei Marcelino/Reuters
 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

ULTIMA HORA, IMAGENS DE UM ACERVO

IMAGENS HISTÓRICAS  EXPOSTAS AO PÚBLICO NA ABI
              Samuel Wainer foi uma das maiores figuras intelectuais de nossa Pátria. Sua vida teve
              o fulgor de estrela a iluminar os caminhos do Brasil. Nossa guerra continua, a memória
              de Samuel Wainer é uma arma do povo.
                                                                                    Jorge Amado

Imagens históricas feitas entre os anos 50 e 60 retratando fatos da maior importância são apresentadas em 90 ampliações fotográficas escolhidas em mais de 160 mil cópias  fotográficas e 600 mil negativos efetuadas pela equipe do jornal Ultima Hora fundado em 1951 por Samuel Wainer, que foi o corpo e a alma do jornal, que viveu intensamente a noticia. Samuel revolucionou o jornalismo viveu o poder e também soube perdê-lo.
Ultima Hora teve um importante papel na redemocratização do Brasil,  na defesa do patrimônio nacional e na criação da Petrobras no governo Vargas. 
O Arquivo Público do Estado de São Paulo-APESP adquiriu em 1989 o importante acervo da família Wainer e faz um meticuloso trabalho de restauração e digitalização dos originais para torná-lo acessível a todos e democratizar a pesquisa documental. O projeto foi selecionado e viabilizado pelo Programa Petrobras Cultural.
A exposição fica no nono andar da Associação Brasileira de Imprensa aberta à visitação pública e vai para Porto Alegre em janeiro de 2016.
 
Serviço: "Ultima Hora, Imagens de um Acervo " Galeria do nono andar da ABI, rua Araújo Porto Alegre 71. Fica até 19/01/2016 de segunda a sexta de 10h às 18h. Entrada Franca

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

EDITORA BARLÉU LANÇA "RIO MAR LISBOA RIO"

LIVRO MOSTRA AS SEMELHANÇAS ENTRE LISBOA E RIO DE JANEIRO
A Editora Barléu lançou na terça dia 10 livro que mostra as semelhanças entre a cidade maravilhosa e Lisboa em homenagem aos 450 anos da cidade. O lançamento foi  no Consulado Geral de Portugal na Rua São Clemente em Botafogo.
Kitty, Rogério e Ramadinha

As belas imagens cariocas de Rio Mar Lisboa Rio foram feitas por seis brasileiros Bruno Veiga, Claudia Jaguaribe, Frederico Mendes, Leonardo Ramadinha, Kitty Paranaguá e Rogério Reis. As fotos de Lisboa foram da autoria de Ana Brígida, Clara Azevedo, Luiza Ferreira, Rodrigo Cabrita, Tomasz Curvo e Valter Vinagre.
A Editora Barléu fundada em 2002 por Carlos Leal editor da Livraria Francisco Alves Editora pretende divulgar as artes plásticas no Brasil e tem publicado vários livros sobre a nobre arte da fotografia.

A foto da capa é do repórter fotográfico Frederico Mendes que começou sua carreira nos Diários Associados e trabalhou durante muitos anos na Revista Manchete e na imprensa internacional.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

TRÊS ENCONTROS COM TOM JOBIM

"CHEGA DE SAUDADE" DE TOM FAZ 60 ANOS É O INÍCIO DA BOSSA NOVA 
TOM JOBIM BRASILEIRO ATÉ NO NOME FARIA 93 ANOS NO DIA 25 DE JANEIRO
UM ENCONTRO NO CAFÉ DA MANHÃ EM UM "PÉ SUJO" NO LEBLON
Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim se estivesse vivo faria 90 anos. Meu encontro com Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o mais brasileiro de nossos compositores foi em um "pé sujo" no Leblon em um dia de eleição no inicio dos anos oitenta. Tinha ido a serviço do Globo onde trabalhava como repórter fotográfico para registrar algumas filas de eleitores em locais de votação. Ao passar pela Ataulfo de Paiva parei para beber uma água mineral e deparei com uma cena inusitada, Tom bebia um cafezinho da manhã, sem estar vestido de black tie, provavelmente após uma longa noite, em um  bar próximo a uma farmácia em frente a uma banca de jornal onde o poeta ia diariamente assinar o ponto. Fiz a minha identificação profissional e disse a ele que queria fotografa-lo, e perguntei  se iria votar. Tom respondeu que não havia ainda se decidido em comparecer às urnas, iria para casa decidir.. Aproveitei e fui "clicando" com a minha (do jornal) Nikon F2 com motor, uma câmera compacta, verdadeira arma de guerra. Fiquei sabendo depois que Tom tinha sempre o hábito de tomar seu café da manhã no barzinho e depois dava uma passada na banca de jornal em frente para ver as notícias e bater um papo com os amigos. 
foto Alcyr Cavalcanti al rights reserved

Fiz as imagens sem sequer dar tempo do poeta argumentar sobre se iria sair bem na foto, ou não. Fui embora sabendo que tinha uma joia preciosa nas mãos(e na F2), principalmente por ter tido a sorte da foto exclusiva.  Uso sempre essa imagem que sei ter sido em um momento único, e porque não, decisivo.  Na edição final os editores não ficaram muito emocionados com a imagem e publicaram sem nenhum destaque. Mas sei que possuía uma imagem preciosa, guardei em meus arquivos e sempre exponho com destaque em palestras ou exposições fotográficas.

UM OUTRO ENCONTRO
Fiz cobertura das noites cariocas para vários colunistas sociais e alguns outros de faits divers e tive privilégio de encontrar com o poeta em outras ocasiões. Em recente lançamento de um livro da Editora Barléu conheci Beth Jobim filha de Tom, apresentada por Carlos Leonam com quem trabalhei no Globo, então me lembrei dos encontros com Tom  e veio à memória uma noite quando a serviço da Tribuna da Imprensa, na época editada pelo Tarso de Castro, que tentava uma reaproximação com Chico depois de uma bebedeira que terminou em briga envolvendo Marieta Severo, então casada com Chico.. Fui junto com o ilustre jornalista Marceu Vieira fazer uma reportagem exclusiva sobre um encontro entre compositores sobre problemas relativos a direitos autorais. Os mais importantes da MPB lá estavam, mas dentre muitos cliques guardo o registro entre Chico Buarque e Tom Jobim a respeito de uma farta distribuição de charutos cubanos da primeiríssima linha. Me recordo de uma frase: "Poxa Tom você fica dando Habanas a torto e a direito, até pra quem não fuma". O momento ficou eternizado.

Chico Buarque e Tom Jobim foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved

O ÚLTIMO ENCONTRO
Foi em meu primeiro serviço para o jornal Estado de São Paulo (Estadão) ao cobrir o velório do Tom Jobim em dezembro de 1994. O material foi editado no Estado de São Paulo e no Jornal da Tarde. Foi um momento de muita tristeza, uma verdadeira comoção nacional. . Acompanhei a chegada do corpo do poeta desde o Galeão (agora chamado Tom Jobim, em sua homenagem) em um cortejo pela Avenida Brasil até o Parque Lage, um último adeus.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

FOTOJORNALISMO

"Eu vou contar uma história, isso é muito importante.Tenho de ter muita responsabilidade no registro de minhas imagens"
                       James Nachtwey
Exposição Fotográfica do Acervo/ARFOC
FOTOJORNALISMO é uma exposição fotográfica com imagens feitas desde 1950 até 2014 pelos mais importantes repórteres fotográficos do país, imagens de alegria e de tristeza que contam uma parte de nossa história. A exposição visa homenagear o trabalho de profissionais da imagem que diuturnamente através de suas objetivas procuram mostrar a verdade por detrás das aparências, mostrar a vida como ela é, sem filtro. A mostra é um mosaico multifacetado captado pelas objetivas de 40 mestres da bela arte da Fotografia, entre eles Aníbal Philot, Custódio Coimbra, Campanella Neto, Erno Shneider, Evandro Teixeira, Jankiel Gonczarowska, todos associados da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos, com sede na Avenida Treze de Maio no Rio de Janeiro. A mostra contém 42 ampliações fotográficas e 120 imagens projetadas selecionadas por Alcyr Cavalcanti, que também participa da exposição. 
"FOTOJORNALISMO" tem abertura dia 08/10 às 18h  na Sala de Cultura Leila Diniz/Imprensa Oficial na Rua Heitor Carrilho 81 Niterói/Centro e fica para visitação até 28/10 de 10h às 17h de segunda a sexta.  Entrada franca. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

XI CONGRESSO NACIONAL DE JORNALISTAS DE IMAGEM

JORNALISTAS DE IMAGEM DEBATEM PROBLEMAS RELATIVOS À PROFISSÃO
O XI Congresso Nacional de Jornalistas de Imagem organizado pela ARFOC- Brasil e pelo Sindicato de Jornalistas de Brasília, com  apoio da Federação de Jornalistas-FENAJ reuniu em Brasília de 25/09 a 27 de setembro representantes das Associações de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos (ARFOC) de todo o Brasil para debater e procurar soluções para os desafios relativos à profissão. O encontro teve como sede o auditório do Sindicato dos Jornalistas de Brasília. Os participantes do Congresso reafirmaram compromisso intransigente de continuar a defesa dos profissionais de imagem, direitos autorais, o pleno exercício e a exigência do diploma universitário. Foi também defendida a proposta de aposentadoria especial para os profissionais de imagem (PLP 161/2015),  e a defesa dos profissionais em face da violência física e psicológica por parte do aparato repressivo de Estado e também partindo de manifestantes desesperados e equivocados. A precarização do mercado de trabalho, a utilização de pessoas não habilitadas e com pouco ou nenhum conhecimento da nobre arte da fotografia e tendo como consequência o aviltamento da profissão ocupou grande  parte do XI Congresso.  Foi feita também uma demonstração de uso de aeronaves não tripuladas (Drônes) e sua regulamentação por parte das autoridades.
Abertura do XI Congresso

demonstração sobre o uso de drônes